segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Quando você vem

Brisa que corta no frio que golpeia
   o peito apertado, ansioso, ainda arredio
      só em meio ao vazio que cerceia esse coração vadio

Rarefeito o ar, respiro, resisto,
   na sua ausência a invernia é mais que intranquila
      alumia sua falta, ansiedade que mutila

Um café, um cigarro e morosidade
   tempestade enternecida - saudade ou coisa assim
      que no fim é a falta de seu olhar: arredio e sem fim

No tempo congelado, de soslaio o amanhecer
   que surge sem anunciar: teu olhar despreocupado
      que sem saber tome esse meu coração arrebatado

Assim, com seu sorriso tímido, suas poucas palavras
   e, de novo, seu olhar arredio; Assim, sem querer,
      que esse coração eu divorcio desse frio que é não te ter.

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