Brisa que corta no frio que golpeia
o peito apertado, ansioso, ainda arredio
só em meio ao vazio que cerceia esse coração vadio
Rarefeito o ar, respiro, resisto,
na sua ausência a invernia é mais que intranquila
alumia sua falta, ansiedade que mutila
Um café, um cigarro e morosidade
tempestade enternecida - saudade ou coisa assim
que no fim é a falta de seu olhar: arredio e sem fim
No tempo congelado, de soslaio o amanhecer
que surge sem anunciar: teu olhar despreocupado
que sem saber tome esse meu coração arrebatado
Assim, com seu sorriso tímido, suas poucas palavras
e, de novo, seu olhar arredio; Assim, sem querer,
que esse coração eu divorcio desse frio que é não te ter.
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